|
|
|
A
Educação Frente às Novas Tecnologias: Perspectivas
e Desafios
Autor:
Márcio Balbino Cavalcante
Estamos diante de um novo século, com uma nova sociedade, a sociedade da informação, com novo formato de receber e transmitir informação, e de uma busca interminável de conhecimento. As pessoas hoje em dia, têm acesso ao mundo e as suas tradições culturais, com muita mais eficácia e rapidez que ontem. Com a explosão da computação e, conseqüentemente da internet, passou-se a considerar que disponibilizar informação em uma página da Internet seria um processo educativo contínuo e a formação da língua escrita dessa pessoa, estaria sendo realmente transmitida, de forma correta. Será mesmo? E qual seriam realmente as vantagens e desvantagens dessa interferência digital em nossos dias? As recordações da Educação nos dizem que, educar não é adestrar, nem governar informações para um indivíduo e sim servir como mediador desse processo. Este
artigo de cunho teórico pretende apresentar alguns indicativos
e idéias que possam orientar a otimização dessa apropriação
por estudantes de educação do nível Básico
e superior de uma forma geral. Essa nova, denominada Sociedade do Conhecimento,
não pode exonerar a educação formal que se sistematiza
na instituição escolar, ainda que, crianças, adolescentes,
jovens e adultos, sejam bombardeadas por informações diariamente
com uma velocidade cada vez maior pelos mais diferentes meios de comunicação,
como a televisão, os rádios, internet. Relata Moacir Gadotti
(2002), pelo avanço das novas linguagens tecnologias, precisam
ser selecionadas, avaliadas, compiladas e processadas para que se transformem
em conhecimento válido, relevante e necessário para o crescimento
do homem como ser humano em um mundo alto sustentável. Segundo
Pierre Lévy (2000), as tecnologias intelectuais, assim chamadas
por não serem simples instrumentos, mas por influírem no
processo cognitivo do indivíduo, vão ser os parâmetros
utilizados nessa busca de compreensão da estrutura caótica
social. Essas tecnologias sempre estiveram presentes na sociedade e, de
certa forma, influenciam na percepção e conceitualização
do mundo. É notório dizer que, a presença das novas
tecnologias nas mais diversas esferas da sociedade contemporânea,
é imprescindível, orientar os docentes para uso das novas
tecnologias de comunicação e de informação,
como tecnologias interativas em projetos políticos pedagógicos,
tanto no seu desenvolvimento contínuo, quanto na sua prática
em sala de aula, se faz imprescindível. Essa urgência se
deve, não apenas, no sentido de preparar as pessoas para usufruí-las,
mas especialmente, para prepará-los como leitores críticos
e escritores conscientes das mídias que servem de suporte a essas
novas tecnologias de informação. Não basta ao cidadão,
hoje, só aprender a ler e escrever textos na linguagem verbal.
É necessário que ele aprenda a ler e as diversas linguagens,
e as suas representações que são usadas nas mais
diversas áreas da revolução tecnológicas decodificadas
como o computador, os programas multimídias de computação,
as Nets redes (sistemas http// e www), os códigos de barras, etc. O papel dos professores tem que mudar também, e os cursos superiores precisam preparar esses novos docentes para não perderem o controle das tecnologias digitais que são requeridas ou se dispõem a usar em suas salas de aulas. Os professores precisam aprender a manusear as novas tecnologias e ajudar os alunos a, e eles também, aprenderem como manipulá-las e não se permitirem serem manipulados por elas. Mas para tanto, precisam usá-las para educar, saber de sua existência, aproximar-se das mesmas, familiarizar-se com elas, apoderar-se de suas potencialidades, e dominar sua eficiência e seu uso, criando novos saberes e novos usos, para poderem estar, no domínio das mesmas e poderem orientar seus alunos a “lerem” e “escreverem” com elas. Os professores não devem substituir as “velhas tecnologias” pelas “novas tecnologias”, devem, antes de tudo, se adequar das novas para aquilo que elas são únicas e resgatar os usos das velhas em organização com as novas, isto é, usar cada uma naquilo que ela tem de peculiar e, portanto, melhor do que a outra. O uso e influência das novas tecnologias devem servir ao docente não só em relação à sua atividade de ensino, mas também na sua atividade de pesquisa continuada. E a pesquisa com as novas tecnologias tem características diferentes que estão diretamente ligadas à procura da constante informação. Os docentes devem construir e trabalhar em conjunto com seus alunos não só para ajudá-los a aumentar capacidade, métodos, táticas para coletar e selecionar elementos, mas, especialmente, para ajudá-los a desenvolverem conceitos. Considerações que serão o alicerce para a edificação de seus novos conhecimentos. Como descrever Gadotti, o professor “deixará de ser um lecionador para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem (...) um mediador do conhecimento, um aprendiz permanente, um construtor de sentidos, um cooperador, e sobretudo, um organizador de aprendizagem” (Gadotti, 2002). Para finalizar estas idéias, não podemos deixar de destacar a importância de se repensar os métodos docente a partir de uma maior valorização da metodologia de interação e colaboração mutua que devem estar presentes proporcionalmente na educação à distância quanto na educação presencial, escolha metodológica tão discutida hoje em dia e que vem sendo exercitada por profissionais das áreas mais variadas da educação. É muito inquietante como os professores estão se afastando dessas práticas alternativas, apresentando, com isso, muita oposição e resistência. A educação precisa repensar seus métodos curriculares e preparar seus docentes tanto para se apropriarem das novas tecnologias de informação e comunicação quanto para a prática da educação a distância que se vê viabilizada. Os Cursos de Educação à Distancia são exemplos desta iniciativa. Também o Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação à Distância - SEED, estão apoiando com seus vários “sistemas de formação de professores” que envolve o ensino a distância por seus diversos programas por essas novas tecnologias digitais, tais como o Pró-infantil, Pró-formação, Pró-licenciatura, Pró-letramento, Atendimento Educacional Especializado e tantos outros. Considerações Preliminares Os
professores precisam sempre estar reciclando seus conhecimentos e só
depois eles poderão ter a competência para escolher se querem
ou não usá-las, se quer ou não praticá-las
na educação a distância ou não. O que não
é mais aceitável é que se faça resistência
a umas e/ou a outra tecnologia, seja ela, de comunicação
ou de informação, por insegurança ou falta de proficiência.
Portanto, os professores, educadores e docentes de ensino superior, precisam
estar profissionalmente qualificados e, hoje, não se pode falar
em qualificação sem assimilação das novas
tecnologias. Ao usar essas novas tecnologias, é fundamental que
ele não se deixe usar por elas. É primordial que os professores
se ajustem, deste modo, às diferentes tecnologias de informação
e de comunicação. Referências Bibliográficas ALMEIDA,
Maria Elizabeth de. Informática e formação de professores.
Brasília: Ministério da Educação, 2000. Márcio Balbino Cavalcante - Professor e Consultor na área de Educação e de Meio Ambiente. É graduado em Geografia - UEPB; Pós-graduado em Ciências Ambientais - FIP/PB; Coordenador de Projetos Educacionais da Secretaria Municipal de Educação do município de Passa e Fica - RN. Professor de Geografia e Ciências na Escola Estadual Sen. João Câmara, Passa e Fica - RN.
|