O
Ensino de Arte nas Séries Iniciais da Educação
Básica e o Conceito Teatral de Fisicalização
Ricardo
Ottoni Vaz Japiassu
Professor da Universidade do Estado da Bahia
RESUMO
O artigo discute fenômenos pedagógicos emergentes no processo
de ensino-aprendizado do Teatro nas séries iniciais da educação
básica. A formação do conceito teatral de fisicalização
é examinada, tendo por base uma articulação entre
o sistema de jogos teatrais de Viola Spolin e a teoria histórico-cultural
do desenvolvimento de Vygotsky.
Palavras-Chave: Educação Escolar - Metodologia do Ensino
- Pedagogia Teatral - Psicologia Cultural
ABSTRACT
Art Teaching in first grades of basic school education and the theatrical
concept of Physicalization
The article discusses some pedagogic phenomenons that emerged in Theater
teaching-learning process developed in first grades of basic school
education in Brazil. The formation of Viola Spolin's theatrical concept
of physicalization is approached from a perspective that articulates
her theater games system to vygotskian's cultural-historical theory
of development.
Key-Words: School Education - Methodology of teaching - Theatrical Pedagogy
- Cultural Psychology
Apresentação
Este artigo foi elaborado a partir da dissertação de mestrado
do autor, defendida junto à Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo, em fevereiro de 2000, intitulada
Ensino do Teatro nas Séries Iniciais da Educação
Básica: A formação de conceitos sociais no jogo
teatral.
A pesquisa original contou com recursos financeiros, materiais e humanos
das seguintes instituições: Comissão de Aperfeiçoamento
de Pessoal do Ensino Superior/CAPES (Programa Institucional de Capacitação
de Docentes e Técnicos/PICDT); Secretaria da Educação
do Estado de São Paulo (20ª Delegacia de Ensino da Capital/
Escola Estadual de Primeiro Grau-EEPG Regina Miranda Brant de Carvalho);
Universidade do Estado da Bahia-UNEB (Pró-Reitoria de Pesquisa
e Ensino de Pós Graduação-PPG/ Departamento de
Educação, Letras e Artes de Teixeira de Freitas) e Universidade
de São Paulo (Escola de Comunicações e Artes/Departamento
de Artes Cênicas).
Introdução
Em 1998, foi-me possível acompanhar o processo de formação
do conceito teatral de fisicalização (Spolin, 1992)
por parte de crianças e pré-adolescentes submetidos a
intervenção pedagógica de natureza teatral, em
uma escola pública da capital paulista (Japiassu, 1999).
Com base na teoria histórico-cultural do desenvolvimento de Vygotsky,
a minha dissertação de mestrado propõe-se a discutir
algumas implicações pedagógicas que envolvem a
apropriação do conceito especificamente teatral no âmbito
da escolarização.
O curso de Teatro no qual se deu a observação participante
de que trata a dissertação de mestrado - e que serve de
base para este artigo - foi implementado durante um ano letivo, com
encontros semanais de aproximadamente 2 horas, rigorosamente
documentados.
O método da pesquisa
A escolha do paradigma histórico-cultural do desenvolvimento
como âncora para a abordagem qualitativa das questões educacionais
encontra no método etnográfico os fundamentos para seus
procedimentos investigatórios (Góes & Smolka, 1993).
O uso da etnografia caracteriza também a pesquisa em Educação
preocupada em considerar significante o contexto cultural no qual se
inscrevem a escola e as intervenções educativas propostas
(André & Lüdke, 1986).
A Observação Etnográfica aplicada à
Educação pode ser denominada Observação
Participante, Pesquisa Participante ou ainda Pesquisa-Ação
- embora alguns pesquisadores como Thiollent (1984, p. 82-103), por
exemplo, busquem estabelecer uma demarcação nítida
de fronteiras entre as especificidades da Pesquisa Participante
e da Pesquisa-Ação.
A Observação Participante ou Pesquisa Participante
se insere no conjunto das metodologias denominadas, no campo educacional,
de qualitativas ou etnográficas e pressupõe uma dupla
perspectiva para caracterizar a atividade do pesquisador: 1) a coleta
de dados ou a pesquisa propriamente dita; 2) a intervenção
pedagógica ou ação transformadora do pesquisador
junto ao grupo observado.
Inicialmente efetuaram-se observações na Escola Estadual
de Primeiro Grau-EEPG Profª. Regina Miranda Brant de Carvalho,
pertencente à região administrativa da 20ª Delegacia
Estadual de Ensino da Capital, situada em Engenheiro Marsilac, zona
sul da cidade de São Paulo/SP. Ali se constatou, então,
que a linguagem teatral estava exclusivamente a serviço das matérias
consideradas "importantes" pela escola, sem qualquer preocupação
com o estudo aprofundado da comunicação teatral.
Diante disso, propus a constituição de uma turma multisseriada
para o trabalho regular com jogos teatrais, durante um ano letivo, com
alunos de nível de escolaridade e idade distintos - que representassem,
de maneira equânime, os dois primeiros ciclos da educação
básica (as quatro primeiras séries do ensino fundamental).
A proposta, submetida ao Colegiado escolar da instituição,
foi aprovada e implementada de abril a novembro de 1998, com o auxílio
de professores-estagiários em serviço naquela escola.
O alvo original da pesquisa era um grupo de crianças e pré-adolescentes
na faixa dos 7 aos 11 anos, regularmente matriculados nas quatro primeiras
séries do ensino fundamental. O grupo foi inicialmente concebido
para ser constituído por 6 pares de sujeitos de ambos os sexos
(6 meninos e 6 meninas), perfazendo um total de 12 estudantes - sendo
que cada série (1ª, 2ª, 3ª e 4ª) seria representada
por 3 alunos. Mas, para minha surpresa, a classe multisseriada possuía,
no início dos trabalhos, um total de 16 alunos (4 além
do previsto).
O fato é que na Escola Regina Miranda, como em muitas outras
instituições de ensino, existiam alunos adolescentes,
repetentes, matriculados em todas as séries. Decidi aceitá-los
na classe e assumi o desafio de desenvolver a pesquisa nestas novas
condições.
Do grupo de 16 alunos com o qual teve início o trabalho, apenas
3 estudantes deixaram a turma: o primeiro (12 anos/4ª série),
por motivo de mudança domiciliar; o segundo (14 anos/4ª
série), por ter sido promovido da 4ª para a 5ª série,
com base no aproveitamento obtido numa classe de aceleração
e o terceiro (10 anos/3ª série), por receio da mãe
de que as aulas de Teatro pudessem prejudicar o fraco desempenho escolar
do filho.
A evasão desses 3 estudantes deu-se ainda durante o primeiro
mês de atividade. Os demais permaneceram no grupo até o
encerramento dos trabalhos e apenas, eventualmente, deixaram de comparecer
a uma e outra sessão por motivo de enfermidade ou de ordem pessoal.
O grupo permaneceu portanto com 13 alunos até o final do ano
letivo. Deste total, 11 estudantes enquadravam-se na faixa etária
(7 a 11 anos) e apenas 2 eram já adolescentes (duas moças,
ambas com 13 anos).
Foram realizadas 24 sessões de jogos teatrais, perfazendo um
total de 48 aulas (cada sessão equivalia a duas aulas "gêmeas"
de Educação Artística: Teatro). Além do
registro integral em áudio e vídeo das sessões,
o comportamento dos escolares foi anotado em fichas individuais nas
quais eu descrevia suas dificuldades, avanços no aprendizado
do Teatro e aspectos do seu relacionamento com colegas. Paralelamente,
mantive uma espécie de "caderneta de campo" na qual
eram redigidas, semanalmente, as minhas reflexões, observações
e notas sobre o desenvolvimento do trabalho com o grupo.
Ao longo do processo de trabalho ocorreram 3 reuniões com os
pais e responsáveis pelos alunos (uma antes do início
dos trabalhos, a segunda, no mês de julho, e a última,
em novembro, próximo ao encerramento do ano letivo). Fiz entrevistas
com os professores regulares dos educandos, coletei depoimentos de seus
colegas e familiares, funcionários da escola e também
consultei documentos escolares relativos a cada um dos sujeitos do grupo.
As aulas-sessões de Teatro cumpriam sempre o seguinte ritual:
Círculo de discussão, que instalava a sessão;
Jogos tradicionais infantis, nos quais eram enfatizados aspectos
originais de teatralidade;
Jogos teatrais direcionados especificamente para apropriação
do conceito de fisicalização;
Avaliação coletiva e auto-avaliação
das ações desenvolvidas pelas equipes, logo após
seu desempenho na área de jogo;
Círculo de discussão, que encerrava os trabalhos
do dia.
A abordagem histórico-cultural da formação de
conceitos
O processo ontogenético de formação de conceitos
foi examinado e estudado por Vygotsky de maneira radicalmente inovadora
na sua época. Suas investigações lhe permitiram
identificar 3 grandes fases no processo de desenvolvimento das formas
superiores de funcionamento mental humano, as quais percorrem uma trajetória
que começa com o pensamento sincrético até alcançar
o pensamento categorial (por conceitos). Cada uma dessas fases, por
sua vez, foi subdividida por ele em diversos estágios (Vygotsky,
1987):
Primeira Fase - Agregação desorganizada, Amontoado,
Sincretismo ou Coerência Incoerente: O significado das palavras
denota para o sujeito apenas um conglomerado vago e sincrético
de objetos isolados, quer dizer, o sujeito confunde elos subjetivos
com elos reais entre as "coisas". Objetos são agrupados
sob o significado de uma palavra que, embora de fato reflita alguns
elos objetivos com as "coisas" nomeadas, também refletem
elos fortuitos relacionados com as impressões subjetivas e percepções
singulares do sujeito.
Segunda Fase - Pensamento por Complexos:Os objetos isolados associam-se
na mente da pessoa não apenas devido às impressões
subjetivas que podem eventualmente sugerir mas, principalmente, por
causa das relações que, de fato, existem entre eles. Os
elos são necessariamente concretos e factuais.
Terceira Fase - Pensamento por Conceitos: O sujeito é
capaz de abstrair e isolar os elementos que integram sua experiência,
sintetizando-os abstratamente para uso instrumental em novas situações
concretas. O conteúdo das vivências da pessoa pode começar
a ser organizado de forma abstrata, sem referência a quaisquer
impressões ou situações concretas.
Como unidade mínima para acompanhamento e análise da gênese
do pensamento conceitual, Vygotsky (1987:103) elegeu o significado das
palavras porque "o pensamento e a palavra não são
ligados por um elo primário. Ao longo da evolução
do pensamento e da fala, tem início uma conexão entre
ambos, que depois se modifica e se desenvolve." Ou seja, no seu
entendimento, o significado de uma palavra era algo que se encontrava
em permanente transformação, que evoluía.
A compreensão de que o significado das palavras são formações
dinâmicas, que se modificam à medida que o ser humano se
desenvolve, possibilitou-lhe identificar as várias fases evolutivas
do pensamento verbal até que este pudesse alcançar o patamar
formal, categorial, atingindo assim o nível mais elevado e superior
do seu funcionamento.
A pesquisa revelou que todos os escolares encontravam-se na fase denominada
por Vygotsky de Pensamento por complexo, em diferentes estágios
do processo de posse "genuína" do conceito teatral
de fisicalização. Todos os sujeitos, no entanto,
forneceram provas de avanços na conceptualização
das noções de cooperação e fisicalização,
trabalhadas sistematicamente no grupo. Mas, é importante que
se diga, nenhum dos alunos demonstrou então operar categorialmente
(formalmente) com estes conceitos.
O aprendizado de conceitos teatrais no sistema de jogos de Spolin
Com base na estrutura fundamental das atividades lúdicas com
regras, que põe em movimento as dimensões "legislativa",
"executiva" e "judiciária" do acordo coletivo
do grupo, desenvolveu-se o método de ensino do Teatro adotado
na intervenção pedagógica relatada aqui (Japiassu,
2001:73-78).
A partir do conceito cotidiano de jogo com regras foi possível
promover o fortalecimento do conceito social de cooperação
no grupo acompanhado. Paralelamente, à medida que os escolares
avançavam no entendimento da importância da complexa cooperação
semiótica necessária ao desenvolvimento da linguagem teatral,
desde uma perspectiva improvisacional, importantes conceitos, específicos
do Teatro, passaram a ser abordados intuitiva e sensorialmente - até
porque já se encontravam implícitos nas atividades propostas
à turma em forma de jogos (Spolin, 1992, 1975).
A apropriação dos conceitos sociais ou "científicos"
especificamente teatrais, particularmente o conceito de fisicalização,
privilegiou a percepção intuitiva, sensorial dos estudantes
- que pode ser mobilizada paralelamente às formas logocêntricas
de conhecimento. A fisicalização refere-se à
capacidade dos jogadores de tornarem visíveis para observadores
do jogo teatral objetos, ações, lugares e papéis
envolvidos em uma representação cênica, sem o auxílio
de qualquer suporte material ou pivô que não seja o próprio
corpo do sujeito.
A fisicalização requer portanto a capacidade de
abstração. É uma atividade que implica representação
simbólica, convencional, sígnica: constitui-se um "reflexo
de segundo grau" ou "de segunda ordem" de acordo com
Vygotsky (1996a).
Quando um livro passa a ser utilizado como "bandeja" em um
jogo teatral, verifica-se então que o significado cultural original
do objeto (livro) foi alienado, roubado, substituído deliberadamente
pelo jogador - que passou a lhe emprestar, agora, nova significação:
"bandeja" (Vygotsky, 1996b).
Se alguém utiliza um livro como "bandeja" em um jogo
teatral, o livro funciona como suporte ou "pivô" para
a ação de "segurar uma bandeja". Outra coisa
porém é "segurar" uma bandeja imaginária,
sem o auxílio do pivô - no caso, o livro.
Fisicalizar uma "bandeja" implica torná-la "visível"
através de um repertório gestual específico. Esse
tipo de ação é altamente complexo e exige a percepção
imaginária do objeto fisicalizado tanto por parte dos jogadores
que o fisicalizam como por parte daqueles que observam o que está
sendo fisicalizado na área de jogo.
Não é difícil concluir que o conceito de fisicalização
implica a ampliação da capacidade corporal expressiva
dos jogadores, de sua atenção, memória sensorial
e pensamento categorial ou conceitual. Além disso, para os
alunos, a fisicalização de objetos, lugares e papéis
permite-lhes compreender melhor a dimensão representacional,
simbólica, convencional do fenômeno teatral.
Observou-se que a apropriação do conceito teatral de fisicalização
ocorre geralmente antes que o escolar possa converter em palavras o
que já consegue experimentar corporalmente.
A conscientização de natureza meta-cognitiva de suas ações
e operações no jogo teatral é um processo lento,
que cada jogador desenvolverá em seu próprio ritmo, auxiliado
por suas descobertas pessoais e pelo relato das eventuais descobertas
dos parceiros de jogo, socializadas nos círculos de discussão,
nas avaliações coletivas e auto-avaliações.
Esse processo de tomada de consciência, por parte do sujeito,
das suas ações corporais e de suas operações
mentais, necessita ser promovido, no entanto, a partir da intervenção
pedagógica deliberada do professor, no sentido de possibilitar-lhe
avanços em direção ao pensamento categorial. Isso
pode ocorrer através da organização de um ambiente
de aprendizado desafiador e estimulante que permita tanto a atividade
corporal do aluno como sua fala e reflexão sobre seus gestos
significativos.
Mas a abordagem do conceito de fisicalização, no
sistema de Spolin, não ocorre tendo como ponto de partida a exposição
ou transmissão verbal deste conceito pelo(a) professor(a). Ela
se dá a partir da vivência do escolar no desempenho de
ações na área de jogo e, em seguida, através
dos sucessivos questionamentos feitos pelo(a) professor(a) - que terminam
por conduzir a reflexão sobre a prática teatral e a significação
colaborativa da atividade cênica na área de jogo.
Os questionamentos do(a) professor(a), ao longo do trabalho do grupo,
devem se tornar cada vez mais instigantes e desafiadores.
Algumas implicações pedagógicas de uma abordagem
escolar do conceito de fisicalização
O aprendizado do conceito teatral de fisicalização
pode ocorrer em ambientes escolares de extrema carência material
- em que não se encontram, à disposição
do(a) professor(a) de Teatro, figurinos, adereços, objetos de
cena, cenários, palco ou refletores, por exemplo.
Algumas conseqüências cênicas deste conceito são:
1) Economia de recursos materiais utilizados como suportes para as ações
representadas na área de jogo pelos jogadores;
2) Ênfase na expressividade corporal dos jogadores;
3) Desenvolvimento da comunicação não-verbal;
4) Abordagem anti-ilusionista da representação teatral.
Essas características, acima destacadas, por exemplo, foram observadas
nas representações teatrais dos alunos da Escola Regina
Miranda. O fato de a criança e o pré-adolescente conhecerem
e exercitarem-se na experimentação de suas hipóteses
a respeito do conceito de fisicalização oferece-lhes
nova perspectiva de visão do fenômeno teatral, até
porque a precariedade de recursos materiais deixa de ser associada ao
prejuízo da qualidade da representação cênica.
A regra que estabelece, no jogo teatral, a não utilização
de suportes ou "pivôs" para as representações
cênicas, propõe aos jogadores o desafio de tornarem visíveis
objetos, ações, lugares e papéis, valendo-se exclusivamente
de seus corpos. Isso faz com que os estudantes se permitam uma excitante
aventura criativa, buscando conhecerem os limites e possibilidades expressivas
do corpo humano.
Por fim, é preciso dizer que, ao longo das sessões de
jogos teatrais, evitaram-se demonstrações corporais de
como solucionar os problemas de atuação propostos aos
estudantes. Não se tratava, no entanto, de deixar os escolares
entregues a si mesmos mas, antes, de lhes proporcionar um ambiente favorável
ao aprendizado pessoal e intransferível, a partir da experimentação
prática de suas hipóteses sobre o funcionamento do complexo
processo de representação semiótico da linguagem
teatral.
Acredito ter exposto aqui, de maneira muito sucinta, algumas implicações
pedagógicas do tratamento didático do conceito teatral
de fisicalização, no âmbito do ensino de arte (Teatro),
na educação escolar, conforme os procedimentos metodológicos
subjacentes ao sistema de jogos teatrais de Spolin.
NOTA
1 A noção de área de jogo implica o revezamento
do grupo nos papéis de "jogadores" e "observadores"
e é extremamente útil para fortalecer o caráter
deliberado, intencional, da comunicação teatral. A área
de jogo pode ser delimitada a partir de risco de giz no chão
da sala, uso de tapete, corda ou determinação verbal do
espaço pelo(a) professor(a).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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GÓES, Mª Cecília R. de & SMOLKA, Ana Luisa B.
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JAPIASSU, Ricardo O. V. Metodologia do ensino de teatro. Campinas: Papirus,
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básica: a formação de conceitos sociais no jogo
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Paulo: Martins Fontes, 1996b.
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1987.
Recebido
em 10.05.01
Aprovado em 04.06.01
AUTOR:
Ricardo Ottoni Vaz Japiassu é professor da Universidade do Estado
da Bahia-UNEB; autor de Metodologia do Ensino de Teatro (Papirus, 2001);
Doutorando da Faculdade de Educação da USP sob orientação
da Profª. Drª. Marta Kohl de Oliveira; Mestre em Artes pela
ECA-USP; Licenciado em Teatro e Bacharel em Direção Teatral
pela UFBª. Endereço para correspondência: Condomínio
Aldeia de Trobogy, Rua B.1, Bl. 49-C, Patamares - 41680.140 Salvador/BA.