A Dificuldade de Aprendizagem e o Papel do Psicólogo Escolar

Autoras: Mariana dos Santos Pinto Gonzaga e Antonia Cristina Peluso de Azevedo

RESUMO
O estudo das dificuldades de aprendizagem e suas implicações é complexo em decorrência de diversos fatores. Vários conceitos e termos são encontrados para designar a dificuldade de aprendizagem. O presente artigo tem por objetivo, apresentar alguns dos conceitos sobre as dificuldades de aprendizagem, bem como, as suas implicações no processo de aprender. Como uma questão que abrange diversas áreas da aprendizagem e exige um trabalho multidisciplinar, a especificação do papel do psicólogo escolar e a sua contribuição nos programas de diagnóstico e intervenção se fazem necessário, para que seu trabalho diante das dificuldades apresentadas na escolarização possa ser efetivo, garantindo, ao mesmo tempo, reflexão e mudança de postura diante do entendimento desse espaço de atuação.

Palavras-chave: Dificuldade de aprendizagem. Diagnóstico. Intervenção. Psicologia Escolar.

INTRODUÇÃO

Estudar as dificuldades de aprendizagem para a compreensão de seu conceito ou elaboração de formas de intervenção se mostra um desafio. Este começa a ser percebido quando se pesquisa sobre a definição de dificuldade de aprendizagem.

São encontradas definições diferentes e divergentes, cada abordagem dá ênfase a um aspecto, e devido a isto não se pode dizer que exista um consenso sobre um conceito único sobre dificuldade de aprendizagem.

Pode-se dizer que a diversidade de conceitos é reflexo da importância que o assunto vem assumindo nos ambientes acadêmicos, com os novos estudos e pesquisas, nos avanços da neurociência e nas implicações que estas tem na vida dos alunos.

O trabalho com as dificuldades de aprendizagem e suas repercussões no processo de aprendizagem, bem como o desenvolvimento de programas de intervenção e a utilização de técnicas para a efetivação destes, requerem a compreensão de seu conceito e uma equipe multidisciplinar, uma vez que, as consequências decorrentes das dificuldades de aprendizagem podem abranger diversas áreas.

O presente artigo tem por objetivo, além de apresentar alguns dos conceitos sobre as dificuldades de aprendizagem, delimitar o papel do psicólogo escolar frente as mesmas.

Essa delimitação é de fundamental importância, pois como um trabalho que envolve outros profissionais, a confusão de papéis existe e dúvidas sobre o que é ou não da competência do psicólogo escolar, pode muitas das vezes, se fazer presente nos programas de intervenção.

A especificação do trabalho do psicólogo escolar sobre as dificuldades de aprendizagem pode também proporcionar uma reflexão sobre a sua contribuição frente a esta problemática.

ALGUNS DOS CONCEITOS SOBRE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Cada autor, de acordo com sua abordagem, define, e numera as causas e implicações das dificuldades no processo de aprendizagem. Muitos utilizam os termos transtornos, distúrbios e dificuldades como sinônimos, outros utilizam estes fazendo distinções entre si.

Segundo França (1996) apud Nutti (2009) parece existir entre os defensores da abordagem comportamental a utilização do termo distúrbio, enquanto que os construtivistas utilizam mais o termo dificuldade. O distúrbio sugere a existência de comprometimento neurológico, e a dificuldade está mais ligada a problemas de ordem psicopedagógica, social e cultural.

Muitas vezes uma teoria contradiz a outra, ou então uma soma-se a outra, existe, ora uma ênfase no biológico, ora uma ênfase no ambiente, ou então uma ênfase no biológico e no ambiente.

De acordo com Garcia (1998) a definição proposta pelo National Joint Committe on Leraning Disabilities dos Estados Unidos, dificuldade de aprendizagem

É um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de transtornos que se manifestam por dificuldades significativas na aquisição e uso da escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Esses transtornos são intrínsecos ao indivíduo, supondo-se devido à disfunção do sistema nervoso central, e podem ocorrer ao longo do ciclo vital. Podem existir, junto com as dificuldades de aprendizagem, problemas nas condutas de auto-regulação, percepção social e interação social, mas não constituem, por si próprias, uma dificuldade de aprendizagem. Ainda que as dificuldades de aprendizagem possam ocorrer concomitantemente com outras condições incapacitantes (por exemplo, a deficiência sensorial, retardamento mental, transtornos emocionais graves) ou com influências extrínsecas (tais como as diferenças culturais, instrução inapropriada ou insuficiente), não são o resultado dessas condições ou influências. (National Joint Committe on Leraning Disabilities, 1988 apud Garcia, 1998, p.32)

Fernández (1991) apud Nutti (2009) considera as dificuldades de aprendizagem como sintomas ou fraturas no processo de aprendizagem nos quais estão envolvidos, sempre, o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo.

Pain (1981, citado por Rubinstein, 1996) apud Nutti (2009) considera a dificuldade para aprender como um sintoma, que cumpre uma função positiva tão integrativa como o aprender.

MODELO COGNITIVO

A dificuldade de aprendizagem pode ser geral, quando a criança apresenta uma lentidão além do normal na realização de uma série de tarefas, ou específica, quando a criança apresenta uma dificuldade em uma área específica.

A identificação da dificuldade de aprendizagem se dá por meio de uma avaliação, na qual é necessária a compreensão do que determinada tarefa propõe para o sistema cognitivo e a capacidade deste para lidar com elas. (DOCKRELL; MCSHANE, 2000, p.12)

O modelo de análise das dificuldades de aprendizagem para os autores Dockrell; McShane (2000) contem três partes, que analisadas em conjunto contribuem para a compreensão e tratamento das dificuldades de aprendizagem.

A primeira delas se refere a tarefa, onde é possível através de uma análise verificar as habilidades implícitas necessárias para a realização com sucesso desta. A análise deve decompor uma tarefa extensa em tarefas menores. A identificação de subtarefas permite saber até que ponto uma criança com dificuldade de aprendizagem pode realizar cada subtarefa e com isso tentar identificar precisamente a possível natureza exata da dificuldade de aprendizagem.

A segunda parte se refere a criança, que é a pessoa que está com a dificuldade de realização da tarefa. A avaliação deve envolver métodos de avaliação das habilidades cognitivas atuais da criança junto com qualquer outro aspecto psicológico.

O ambiente se refere a terceira parte dessa análise, pois é o contexto externo no qual a dificuldade se manifesta, sendo que alguns aspectos do meio podem ser fatores agravantes na dificuldade de aprendizagem.

Várias são as causas das dificuldades de aprendizagem, uma delas é quando a criança apresenta uma dificuldade cognitiva específica que faz com que seu aprendizado se torne mais difícil que o normal. (DOCKRELL; MCSHANE, 2000, p.17)

Uma outra causa, é a que resulta de problemas educacionais ou do ambiente por não envolverem as habilidades cognitivas das crianças, sendo a de maior ocorrência.

Rutter (1975) apud Dockrell; McShane (2000) coloca que há uma gama de variáveis associadas ao ambiente familiar que contribuem para as dificuldades de aprendizagem. Os fatores podem estar ou não interligados, e independente da causa, as crianças com dificuldades de aprendizagem apresentam defasagem no processo em relação aos seus colegas.

MODELO NEUROLÓGICO

De acordo com Gadde; Edgeel (1994) apud Guerra (2004) a maior parte das crianças com dificuldade de aprendizagem não tem lesão cerebral. Elas apresentam dificuldades que demonstram que alguma área do cérebro (ou áreas) não está funcionando como deveria, devido a razões químicas ou estruturais, ou uma razão não compreendida, na qual o processo neural não se realiza facilmente.

Segundo Guerra (2004), de maneira suscinta, o modelo neurológico envolve três processos no comportamento: input sensorial, que é realizado pelos nervos sensoriais ou aferentes que conduzem os impulsos vindo dos órgãos dos sentidos para o cérebro; integração, registro, reconhecimento, interpretação, armazenagem e recuperação do que foi apreendido e output, que é o comportamento expressivo neuro-esquelético realizado pelos nervos motores ou eferentes.

Para que a aprendizagem ocorra é necessário bases neurológicas íntegras. Essa integridade encontra-se a todo momento ameaçada, pois cada movimento maturativo está sujeito a desafios à construção normal. O equilíbrio morfológico e funcional que ocorre quando há vida e morte neuronal no processo de maturação pode ser ameaçado por alterações no código genético ou por influências do meio ambiente, família, escola e sociedade. (FUNAYAMA; PENNA, 2000, p.13)

Conforme Funayama; Penna (2000) a avaliação do que está interferindo no processo de aprendizagem deve envolver a análise dos fatores internos e externos, como e quando se instalaram, como evoluíram e como o sistema nervoso se organizou.

Ainda de acordo com estes autores, a abordagem neurológica da criança com dificuldade de aprendizagem compreende a avaliação de aspectos de saúde gerais e neurológicos que possam estar influenciando a aprendizagem. Para isso, utiliza-se de recursos como anamnese, exame físico geral, exame neurológico clássico, exame neurológico evolutivo, exame das funções corticais superiores e exames complementares (como por exemplo, hemograma, função tireoidiana, entre outros).

MODELO PSICANALÍTICO

De acordo com Fernández (1991) apud Nutti (2009) a dificuldade para aprender é resultado da anulação das capacidades e do bloqueamento das possibilidades de aprender do indivíduo.

A origem da dificuldade para a autora, está relacionada a estrutura individual da criança, e a estrutura familiar na qual a criança está vinculada. As causas estariam relacionadas a: fatores externos a estrutura familiar e individual, que originaria o problema de aprendizagem reativo, no qual o aprender é afetado, mas não há o aprisionamento da inteligência; fatores interno à estrutura familiar e individual, nos quais o problema é considerado como sintoma e inibição, há o desejo inconsciente de não conhecer; modos de pensamentos resultantes de uma estrutura psicótica; e decorrentes de deficiência orgânica., sendo estes dois últimos de um número pequeno de ocorrência.

Para Pain (1985) o problema de aprendizagem pode ser considerado como um sintoma, onde o não-aprender não se configura como um quadro permanente porque é integrante de um conjunto de comportamentos peculiares, no qual se destaca como sinal de descompensação. Nenhum fator é determinante para o seu surgimento, é decorrente de uma fratura de uma série de concomitantes.

Assim, assinala a autora,
A hipótese fundamental para avaliar o sintoma que nos ocupa é não considerá-lo como significante de um significado monolítico e substancial, mas pelo contrário, entendê-lo como um estado particular de um sistema que, para equilibrar-se, precisou adotar esse tipo de comportamento que merecia um nome positivo, mas que caracterizamos como não-aprendizagem (PAIN, 1985, p, 28).

A não-aprendizagem para a autora não é o contrário de aprender, uma vez que, como sintoma está cumprindo uma função positiva integrativa.
Para o diagnóstico de um problema de aprendizagem é necessário levar em consideração os fatores orgânicos, específicos, psicógenos e ambientais. (PAIN, 1985, p. 28)

Os fatores orgânicos compreendem a análise da saúde do indivíduo, através de investigação neurológica, glandular e nutricional. Os fatores ambientais dizem respeito ao ambiente material do sujeito, as reais possibilidades que o meio lhe oferece, a qualidade, quantidade, intensidade e oferta de estímulos.

O PSICÓLOGO E A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

O papel do psicólogo escolar frente às dificuldades de aprendizagem se mostra, devido a diversos fatores, de forma confusa e não muito definida.

A formação profissional, o processo de construção da identidade do psicólogo escolar e o interesse científico pelo tema dificuldade de aprendizagem, são responsáveis pela dificuldade em se delimitar quais atribuições teóricas e práticas deste profissional no desempenho de seu papel na escola e consequentemente diante das dificuldades de aprendizagem.

Como ressalta Mota; Gomes (2004),
a percepção incompleta das possibilidades de atuação do psicólogo escolar, assim como decorrente disparidade entre as aspirações de ação deste profissional e as expectativas de sua clientela e empregadores, resultaram em um acúmulo de insatisfações por parte de todos, e a grande questão até hoje, vem sendo descobrir como os conhecimentos e práticas da psicologia da educação poderiam se adequar à prática da psicologia escolar. (MOTA; GOMES, 2004, p.18)

Dentre as inúmeras atribuições do psicólogo escolar, está o diagnóstico e intervenção nas dificuldades de aprendizagem.

O interesse, de acordo com Mota; Gomes (2004), sobre o processo de ensino-aprendizagem, e o estudo deste, tiveram início no surgimento da concepção de infância.

Paralelo ao surgimento desta concepção surge influenciado também pelos avanços da medicina nos séculos XVIII e XIX, um aumento no interesse específico pelos estudos das dificuldades de aprendizagem. (MOTA; GOMES, 2004, p.10)

Ainda de acordo com as autoras, neste início, foi adotado pelos profissionais, um modelo médico para abordar as dificuldades de aprendizagem. Este era caracterizado por patologizar a dificuldade de aprendizagem, atribuindo-lhe causas orgânicas, e a criança que não aprendia era considerada anormal.

A partir do século XX, reconhece-se que o processo de aprendizagem é complexo, tendo estes causas culturais e sociais que o influenciam, além da causas orgânicas.

Para substituir a teoria orgânica sobre as dificuldades de aprendizagem, surge a teoria da privação cultural. Segunda esta, a dificuldade de aprendizagem estaria associada a uma carência cultural, ou seja, por falta de estímulos, devido ao ambiente em que a criança está inserida, seu desenvolvimento cognitivo é afetado, prejudicando seu desempenho na escola.

Mesmo mudando o foco, Patto (1984) apud Mota; Gomes (2004) ressalta que esta teoria não difere muito do modelo médico, uma vez que o foco do problema ainda é limitado, ora no aluno, ora na família, deixando de lado o ambiente escolar e sua influência no processo de aprendizagem.

Diante disso, qual seria então o papel do psicólogo escolar frente às dificuldades de aprendizagem?

O papel desempenhado pelo psicólogo escolar, no Brasil, como ressalta Mota; Gomes (2004) tem uma grande influência da atuação clínica. Gomes (1995) apud Mota; Gomes (2004) mostra que a maioria dos psicólogos escolares tem uma formação clínica, e atua na maioria das vezes, como clínicos na escola.

Como aborda Cruz (2008),
há muito tempo, o psicólogo escolar tem atuado como um psicólogo clínico dentro da escola, ocupando-se dos fenômenos individuais e afetivos dos alunos, encaminhando-os para um atendimento especializado. Seu papel tem sido de orientar acerca dos problemas de ordem “psi” que, de alguma forma, são responsáveis por quaisquer alterações no ambiente escolar, se sem interessar em compreender, de forma global, tal aspecto do comportamento apresentado pelos sujeitos aprendentes [...] (CRUZ, 2008, p. 6)

Reger (1986) apud Mota; Gomes (2004) comenta que a postura do profissional que trabalhava como clínico na escola, preocupava-se em diagnosticar as crianças com dificuldades de aprendizagem e encaminhá-las para acompanhamento psicoterápico, sendo que este podia ser desenvolvido pelo próprio profissional.

Diante disso, o mesmo autor, propõe que o trabalho do psicólogo escolar deve ser o de atuação para promover o processo de aprendizagem, pois ao encaminhar a criança para terapia, o psicólogo está excluindo a criança da escola e colocando-lhe o rótulo de doente.

Percebe-se que o trabalho do psicólogo escolar não pode ser confundido com o trabalho clínico, uma vez que as propostas de cada um são diferentes, e diante da dificuldade, a visão clínica limita o olhar do psicólogo frente à dificuldade de aprendizagem.

Cruz (2008) ressalta que existe uma necessidade de redimensionar o papel que o psicólogo escolar desenvolve dentro da escola, pois o psicólogo deve buscar contribuições para análise e intervenção multidisciplinar dos fenômenos que envolvem sala de aula e o processo de construção do conhecimento.

ao ser convocado [...] a intervir nas dificuldades escolares, o psicólogo deverá avaliar as condições sócio-pedagógicas destas, assim como as condições individuais, subjetivas e familiares do sujeito-aluno que expressa, pela via do não aprender, o sintoma individual e social do fracasso escolar. (ALMEIDA, 2001, apud CRUZ, 2008, p.8)

Ainda de acordo com a autora é preciso considerar a psicologia escolar como um campo de atuação profissional cujo objetivo é contribuir para a otimização do processo educativo.

O trabalho com a criança, família e seu contexto de aprendizagem, segundo Cruz (2008), surge como uma proposta de intervenção que deve ser desenvolvida dentro da escola. Para isso, é necessário que o psicólogo esteja ciente de sua atuação e compreenda que ela está interligada a outros fatores que interferem no desenvolvimento da criança, sendo, a família, a escola e a comunidade, fatores importantes.

De acordo com Guzzo (2001) apud Cruz (2008), o trabalho da psicologia dentro da escola envolve o trabalho de prevenção de problemas sócio-econômicos, promoção de saúde psicológica e controle do currículo acadêmico, possibilitando assim uma redução do problema individual do não aprender.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio do estudo realizado pôde-se perceber que o tema dificuldade de aprendizagem se mostra complexo devido a diversos fatores, dentre eles, podemos citar, a variedade de concepções sobre o conceito, a utilização de termos diferentes para designar o tema, e a falta de um conceito único sobre a dificuldade de aprendizagem.

Mesmo existindo esta variedade de conceitos, e cada autor enfatizar um determinado aspecto, fica claro que, por ser um tema complexo com conseqüências em diversas áreas da aprendizagem, qualquer trabalho de diagnóstico e intervenção, necessita de um enfoque multidisciplinar.

O psicólogo escolar frente às dificuldades escolares encontra barreiras no desenvolvimento de seu trabalho, sendo este, conseqüência da falta de uma identidade profissional sólida, de uma formação profissional mais direcionada para a área, da falta de clareza sobre a verdadeira função do psicólogo educacional.

Falta para os psicólogos escolares a construção de uma identidade própria, e, para tal, é necessário que este esteja dentro dos ambientes escolares, a fim de que, esta possa ser construída. Os conceitos teóricos estudados contribuem para o desenvolvimento de seu trabalho, mas não são suficientes. É necessária uma contribuição prática, e esta só pode ser experimentada dentro dos ambientes escolares, frente às dificuldades e particularidades de cada criança.

O trabalho do psicólogo escolar, frente às dificuldades escolares, continua, para muitos, sendo um trabalho clínico, e este, diante da complexidade das dificuldades de aprendizagem, acabam por limitar o trabalho do psicólogo, e pouco ajuda na superação das dificuldades apresentadas pelos alunos.

É necessário que o psicólogo escolar desenvolva a consciência de que sua atuação dentro de ambientes escolares deve ser preventiva, e não apenas remediativa.

Essa mudança de visão é um processo lento e longo, mas que se faz necessário e, para isto, percebe-se a necessidade de mais estudos sobre o papel do psicólogo escolar frente às dificuldades de aprendizagem.

REFERÊNCIAS

CRUZ, L.R.G.S. Psicólogo Escolar e a dificuldade de aprendizagem: como intervir, como prevenir?.In: Revista Educação em destaque. Colégio Militar de Juiz de Fora, v.1, n.3, abril. 2008.
DOCKRELL, J; MCSHANE, J. Compreensão das dificuldades de aprendizagem: um enfoque cognitivo de referência. In:_______. Crianças com dificuldade de aprendizagem: uma abordagem cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000. cap.1, p.11-32.
FUNAYAMA, C. A. R.; PENNA, M. A. Avaliação neurológica da criança com problema de aprendizagem. In:_______. Problemas de aprendizagem. Enfoque Multidisciplinar. Cidade: Alínea, 2000. cap. 1, p. 13-31.
GARCIA, J N. História e definições das dificuldades de aprendizagem. In:______. Manual de dificuldades de aprendizagem. Linguagem, Leitura, Escrita e Matemática. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artmed, 1998. cap. 1, p. 7-38.
GUERRA, L.B. O sistema nervoso e as dificuldades de aprendizagem. In:_______. A criança com dificuldade de aprendizagem. Cidade: Eneleiros, 2004. cap. 3, p. 17-42.
MOTA, M; GOMES, V. Psicologia aplicada aos problemas de aprendizagem: uma perspectiva histórica. In: MOTA, M; PAIVA, M G; TRINDADE, V.(orgs). Tendências contemporâneas em psicopedagogia. Petrópolis: Vozes, 2004. cap.1, p.9-16
NUTTI, J. Distúrbios, transtornos, dificuldades e problemas de aprendizagem. Disponível em: <http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=339>. Acesso em 11 maio. 2009.
PAIN, S. O problema da aprendizagem. In:_______. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Trad. Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985. Cap. 4, p. 27-33.

Mariana dos Santos Pinto Gonzaga e Antonia Cristina Peluso de Azevedo - Mariana dos Santos Pinto Gonzaga: Psicóloga Educacional
Antonia Cristina Peluso de Azevedo: Psicóloga e Professora Universitária

Publicado em 28 de Abril de 2010