Escola Para Pais: Repaginando a Relação Família-Escola

Autora: Priscila Benitez

RESUMO
A escola para pais é um instrumento que permite repaginar as funções dos pais e da escola no desenvolvimento dos fihos/alunos e orientá-los a partir dos conhecimentos fornecidos pela Psicologia do Desenvolvimento. Foi necessário compreender a instituição familiar, por ser a primeira célula social do ser humano, responsável por suas primeiras interações no mundo. A escola é quem fornece continuidade a esse processo educativo, porém, de modo formal, com conteúdos organizados e sistematizados, visando ao desenvolvimento do cidadão. Atualmente, as complexas transformações sociais, políticas, econômicas e culturais, decorrentes do impacto tecnológico provocaram diversas mudanças na dinâmica familiar e estas são retratadas no ambiente escolar dos filhos. A fim de proporcionar uma melhora nestas relações entre escola e família, surge a necessidade de esses educadores conhecerem o desenvolvimento humano – as necessidades e as dificuldades de cada faixa etária. Por meio de aulas sistematizadas, esta pesquisa, tanto bibliográfica (ÁRIES, 1975; BUCCINI, 2007; GUZZO, 1990; RIZZINI, 2002) quanto de campo, foi desenvolvida com os pais de uma unidade escolar da rede estadual de São José do Rio Preto, relacionando as questões teóricas e metodológicas à abordagem (auto)biográfica. Os objetivos propostos para este estudo foram: reconhecer as dificuldades no espaço escolar, proporcionar um meio de reflexão às questões nevrálgicas em termos de relacionamento da escola e integrar os pais no âmbito escolar dos filhos. Os resultados alcançados conseguiram atingir os objetivos, pois toda transformação quando almejada e estruturada é capaz de anunciar soluções eficazes e efetivas, mesmo que seja em uma pequena população.

INTRODUÇÃO
A escola para pais é um tema atual e relevante, pois a família, por ser a primeira forma de socialização do indivíduo, contribuirá para que haja excelência na aprendizagem de todos e maior autonomia. Com este estudo foi possível orientar e informar os pais dos alunos de uma escola estadual de São José do Rio Preto, a fim de que filhos/alunos possam desenvolver efetiva aprendizagem. Além de contemplar a interação entre a família e a escola.

Em consonância com Domingues (1998, p. 68) “a escola é o lugar privilegiado que permite o acesso aos produtos da cultura humana”, é no espaço escolar, portanto, que se pode realizar as fecundas ações do saber e a partir dos conhecimentos fornecidos pela Psicologia e pela Pedagogia pôde-se entender o desenvolvimento infantil, a importância da família e da escola, questões de identidade, as relações criança-adulto, criança-criança e educador-pais. Em vista disso, a escola foi o espaço central da presente pesquisa e o principal objeto de pesquisa, enquanto a metodologia utilizada para nortear este estudo foi a abordagem (auto)biográfica.

Desde os primórdios, a família apresenta-se como a primeira célula social responsável por apresentar o mundo à criança, por ser o primeiro centro de convivência conjunta, sendo sua principal incumbência a tarefa de formar, de apresentar, enfim, de educar, visto que “educar significa promover, assegurar o desenvolvimento de capacidades, tanto físicas quanto intelectuais e morais. E, de uma maneira geral, vem sendo assegurada, como de responsabilidade dos pais” (GUZZO, 1990, p. 134). De Lajonquière (2003, p. 145) dialoga com Guzzo (1990) ao enfatizar que “educar [...] é transmitir marcas simbólicas – inventar metáforas – que possibilitem à cria sapiens usufruir de um lugar no mundo a partir do qual possa se lançar as empresas impossíveis do desejo”.

A família, de acordo com Guzzo (1990, p. 134) e Romagnoli (1999, p. 13), apresenta “um papel importante no desenvolvimento do filho, pois é o primeiro grupo social do ser humano, responsável por suas primeiras interações no mundo”. No entanto, Guzzo (1990, p. 135) afirma que “a família tem delegado cada vez mais às escolas, a tarefa de formar, esperam respostas aos seus problemas e buscam soluções junto aos elementos da escola”. Diante desta situação, quais são as possíveis contribuições que os profissionais da área de Psicologia e Pedagogia podem oferecer? Já que este cenário é uma problemática que vem contaminando, cada vez mais, diversas escolas brasileiras, fazendo com que os alunos tenham dificuldade em desenvolver o interesse pela aprendizagem na sala de aula, principalmente pela leitura e escrita, sendo estes, recursos indispensáveis na construção do pensamento crítico, conforme a pesquisa realizada por Benitez (2007a).

Isto está ocorrendo devido a diversos fatores, uma vez que o mundo vem passando por intensas transformações e sofrendo uma série de crises, relacionadas com a dramática mudança do meio rural para o urbano e o impacto tecnológico característico do século XX (ÁRIES, 1975). Estas complexas mudanças nos quadros sociais, político, econômico e cultural influenciam diretamente a dinâmica da vida familiar, já que o modelo de família nuclear vem sendo substituído por uma drástica diminuição no número de integrantes da família, sendo esta, hoje em dia, ora como unipessoal, ora chefiada por mulheres, “necessitando de inúmeros arranjos para a criação de seus filhos”, pois neste quadro pinta-se a entrada, cada vez maior, da mulher no mercado de trabalho, que geralmente são muito distantes de suas casas, “levando as crianças a permanecerem mais tempo na escola, sem a presença dos pais”. Outro ponto a destacar é que além de a família urbana ser menor e caracterizada pela alta mobilidade, “ela nem sempre tem com quem contar para mediar seus conflitos e para compartilhar a criação dos filhos” (RIZZINI, 2002, p. 46-7).

Este contexto tem influenciado diretamente na estrutura e organização da família e da comunidade. Com isso, a família tem delegado sua responsabilidade de formar e educar às escolas; seja por insegurança, por falta de disponibilidade ou interesse, os pais estão furtando-se de contatos mais planejados com seus filhos, ausentando-se do “diálogo, da disponibilidade e da solidariedade, os quais garantiam vínculos mais eficazes para a formação do desenvolvimento intelectual e para a resolução de conflitos”; assumindo uma posição passiva perante a educação dos filhos (GUZZO, 1990, p. 135).

Conta-se ainda com a família para a excelência no desenvolvimento físico, mental, social, moral e espiritual de sua prole. Desse modo, apontam-se algumas alternativas para o apoio à família, calcado na potencialização de seus papéis, fortalecendo elos familiares e as possíveis redes sociais de apoio que possam contribuir para a formação, criação e educação de seus filhos. A Escola para pais aparece como instrumento imprescindível para efetivo desenvolvimento dos filhos, pois os pais tendo orientações sobre o desenvolvimento do mesmo, conseguem compreender suas necessidades e dificuldades em cada etapa, facilitando, assim, a formação de uma identidade saudável e completa, tendo em vista que a família tem por finalidade assegurar o desenvolvimento das diversas habilidades humanas.

Portanto, a família e a escola devem apresentar objetivos comuns e integrados, capazes de desenvolverem a aliança educacional. Desta forma, estará contribuindo na possível formação de uma identidade saudável do educando, visto que a incumbência primária da escola é desenvolver a competência intelectual, formando o educando para a profissionalização e ao exercício da cidadania; enquanto a família tem por finalidade assegurar o desenvolvimento das diversas habilidades humanas.

Guzzo (1990, p. 135) acredita que “o envolvimento de pais em programas educacionais de suas crianças vem sendo considerado como uma variável relevante e facilitadora do desenvolvimento infantil”. O desenvolvimento, por sua vez, ocasiona mudanças físicas, neurológicas, cognitivas, afetivas e comportamentais que ocorrem de maneira ordenada e são relativamente duradouras, por conseguinte, os fatores ambientais em consonância aos fatores biológicos influenciam diretamente no comportamento infantil. Portanto, o ambiente: seja familiar ou escolar, interfere ativamente na qualidade do processo de aprendizagem do educando.

Em conformidade com a pesquisa realizada por Benitez (2006) este tipo de envolvimento é capaz de maximizar o trabalho realizado pelos pais e professores, podendo gerar comportamentos adequados em relação ao exercício de algumas de suas atribuições e uma maior sensibilização em relação à importância do papel a eles designado pela sociedade. Em vista disso, a Escola para pais parte da premissa bibliográfica para ir ao encontro da realidade educacional.

Por isso, este estudo está organizado em três capítulos. O primeiro retrata os procedimentos metodológicos utilizados para a elaboração dessa pesquisa, apontando o material, os instrumentos, a abordagem metodológica, a caracterização da Unidade Escolar contemplada com a realização desse estudo, a delimitação do público-alvo, o reconhecimento das dificuldades escolares, o meio de reflexão utilizado para discutir as questões nevrálgicas em termos de relacionamento da escola e a forma de integração dos pais no âmbito escolar dos filhos. Já no segundo capítulo foi possível esclarecer os resultados encontrados com a realização desse trabalho e logo após, no terceiro promovemos a discussão dos resultados com a literatura estudada.

Mediante esta discussão introdutória, a qual relata a importância deste estudo e o objeto/problema de pesquisa, podemos compreender a importância dessa pesquisa para a comunidade científica.

1 OBJETIVOS

Os ensaios reunidos têm como objetivo: reconhecer as dificuldades no espaço escolar, proporcionar um meio de reflexão às questões nevrálgicas em termos de relacionamento da escola e integrar os pais no âmbito escolar dos filhos.

2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para efetivo desenvolvimento do programa Escola para pais foi necessário planejar cada etapa deste estudo. Totalizando, o planejamento envolveu quatro momentos decisivos: 1) escolher o material e os instrumentos de pesquisa; 2) fundamentar a abordagem metodológica, 3) eleger uma unidade escolar, caracterizá-la , delimitar o público-alvo do programa e assim, reconhecer as dificuldades no espaço escolar 4) proporcionar um meio de reflexão as questões nevrálgicas em termos de relacionamento da escola e integrar os pais no âmbito escolar dos filhos.

2.1 Primeira etapa: escolha do material e dos instrumentos de pesquisa

Os dados bibliográficos levantados nesse artigo foram coletados a partir de diversas fontes, desde obras e periódicos publicados recentemente disponíveis na Biblioteca Virtual (On-line) Scielo e no site de Psicopedagogia, tal qual da Universidade São Paulo e Universidade Estadual de Campinas; como também dos registros escolares, os quais compõem a cultura da instituição investigada, como documentos (Regimento Escolar e Proposta Político Pedagógica), cadernetas de professores, conteúdos abordados, tendo em vista o caráter científico dos materiais e que sejam desenvolvidos na prática.

Foi selecionada para esse estudo uma Escola Estadual de São José do Rio Preto, interior do estado de São Paulo. Por meio da revisão da literatura, foi possível compreender os seguintes assuntos: desenvolvimento humano, instituição familiar e escolar para efetivo desenvolvimento do programa “Escola para pais”. Dessa forma, partimos da premissa bibliográfica para ir a campo verificar o funcionamento da instituição escolar.

Os instrumentos que subsidiaram essa pesquisa foram: observação e conversas aberta. Esses recursos foram utilizados como elementos norteadores do meio de reflexão proporcionado ao tripé educacional (pais, filhos e professores). Entende-se que a observação é muito importante nesse contexto, já que muitas vezes, os conteúdos dos documentos legais da escola e as falas dos profissionais pertencentes a esta instituição possam explicar diversas situações, porém, nem sempre são aplicados na prática de modo efetivo. Para ilustrar esta situação podemos citar a gestão democrática, a qual está presente em diversos Regimentos Escolares, mas na prática pedagógica ainda está se desenvolvendo aos poucos. Nesse sentido, a observação é o recurso que permitiu comprovar se as ações relatadas nestes documentos legais da escola são realizadas ou não.

Os itens observados foram: o funcionamento da escola, sua organização e as relações entre professor-alunos-pais-direção-comunidade.

2.2 Segunda etapa: escolha e fundamentação do método de abordagem

Para nortear este estudo será utilizado como método de abordagem a metodologia (auto)biográfica, uma vez que por meio deste instrumento foi possível explorar os aspectos subjetivos dos pais, principalmente suas histórias de vida (BUCCINI, 2007). Afinal, ao compreender suas próprias experiências foram capazes de entender efetivamente as experiências do outro, já que “o homem sonha-se a si mesmo e, assim, inventa-se sempre outro”; favorecendo, portanto, na assimilação dos conhecimentos a serem emitidos acerca do desenvolvimento humano (DE LAJONQUIÈRE, 2003, p. 147).

Esse método permitiu explorar os aspectos subjetivos dos pais, principalmente suas histórias. Ferrarotti (1979 apud BUCCINI, 2007) destaca o método (auto)biográfico como excelente recurso autônomo de investigação sobre o homem e sua história de vida individual nas relações sociais, sublinhando seu valor heurístico para a investigação das relações entre história social e história individual.

“O método auto(biográfico) permite que o indivíduo reconheça de forma consciente as etapas processuais pelas quais passou e de que forma as absorveu para si [...]”. Desta forma, os sujeitos envolvidos nessa pesquisa foram capazes de compreender suas experiências, verificar suas dificuldades e suas facilidades enquanto filhos, para conseguir construir um novo modelo educativo informal, saindo da posição de status quo, ou melhor, dos paradigmas envolvidos na educação de seus pais, para contemplar seus filhos com uma educação mais humana, lúcida e eficaz. Portanto, “o método biográfico permite que cada pessoa identifique na sua própria história de vida aquilo que foi realmente formador” (BUCCINI, 2007, p. 46).

Em vista disso, este método elicia o olhar e caminhar para si, como modo de poder compreender melhor o futuro, pois permite o desenvolvimento de um pensamento crítico e reflexivo a respeito de si mesmo, da sua própria história de vida, resgatando a memória individual de cada sujeito envolvido nessa pesquisa. Visto que, ao compreender-se melhor é possível elaborar uma percepção mais coerente do ambiente (BENITEZ, 2007c).

Essa abordagem metodológica dialoga diretamente com o conteúdo abordado no programa “Escola para pais”, ou seja, a Psicologia do Desenvolvimento.

O próprio termo Psicologia surgiu da junção de duas palavras gregas, o que significa estudo da alma, pois para Platão, discípulo de Sócrates, a alma é o bem mais divino e pessoal de todos os bens humanos [...] Se dirige para o auto-conhecimento, para a interioridade, pois conhecendo-se a si mesmo, o homem pode conhecer melhor o mundo (BENITEZ, 2007b, p. 105).

Tanto esse método quanto a Psicologia exploram os conteúdos subjetivos de cada indivíduo, favorecendo melhor assimilação das informações a serem emitidas, pois cada indivíduo reconhece em si aquilo que foi transformador.

2.3 Terceira etapa: caracterização da Unidade Escola, delimitação do público-alvo e reconhecimento das dificuldades escolares

A Unidade Escolar contemplada para o desenvolvimento do programa Escola para pais está localizada no distrito sul, sendo que após três tentativas frustrantes de outras escolas localizadas no distrito norte, conseguimos apenas esta. É uma escola ampla, limpa, organizada e valorizada nesta cidade, possui vinte salas de aula no andar superior, enquanto no térreo encontram-se as quadras esportivas (uma coberta e outra descoberta), o pátio, a cantina, consultório dentário, auditório, refeitório, a sala dos professores, da direção, da vice-direção, da coordenação, de inspetores, de leitura e reuniões, de informática, secretaria, biblioteca e os banheiros.

A escola possui Projeto Político Pedagógico, exercendo gestão democrática, uma vez que o envolvimento de todas as pessoas auxiliam numa direção unânime e eficaz. Os professores elaboram o plano de ensino anualmente, cada qual direcionado a sua disciplina; nota-se também a existência da variedade de projetos interdisciplinares exercidos pela escola, como por exemplo, o Projeto Protagonismo Juvenil, cujo objetivo é despertar o olhar crítico e artístico da realidade em que os alunos se encontram. Atende uma demanda de cerca de mil e trezentos alunos, conforme as informações emitidas pela vice-diretora, numa conversa aberta. Ela também relatou que os pais mais presentes na escola são os pais dos alunos do Ensino Fundamental, que possui por volta de trezentos alunos. Então, ela preferiu que os pais destes alunos fossem o público-alvo do programa Escola para pais e não forneceu abertura para trabalhar o tripé educacional (pais, filhos e professores), alegando falta de tempo para o cumprimento das tarefas referentes ao ano letivo. Em outra conversa aberta, o diretor sublinhou a escolha da vice-diretora.

Por meio deste diálogo e das observações realizadas, foi possível elaborar estes registros e conhecer o público-alvo do programa – os pais dos alunos do Ensino fundamental. Também alcançamos o cumprimento do primeiro objetivo proposto a essa pesquisa: reconhecer as dificuldades no espaço escolar, pois notou-se a existência do comportamento indisciplinar dos alunos, o qual incomoda a direção e principalmente, aos professores. Fica nítido tal comportamento no pátio escolar, devido às paredes pichadas; tendo em vista que para Julia (2001) é no pátio escolar em que podemos observar as normas e os valores implantados pela escola num determinado tempo histórico, ou seja, a realidade escolar.

2.4 Quarta etapa: proporcionar um meio de reflexão as questões nevrálgicas em termos de relacionamento da escola e integrar os pais no âmbito escolar dos filhos

O meio de reflexão proposto para solucionar a problemática de comportamento indisciplinar dos alunos foi a Escola para pais, pois os professores relatam que “não sabem mais o que fazer” (S.I.C.), bem como a direção escolar. Com esse programa de estudos, acreditam que além de integrar os pais no âmbito escolar dos filhos, contribuiria numa educação informal mais eficaz.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Desde os primórdios, a família apresenta-se como a primeira célula social responsável por apresentar o mundo à criança, por ser o primeiro centro de convivência conjunta, sendo sua principal incumbência a tarefa de formar, de apresentar, enfim, de educar. Visto que “educar significa promover, assegurar o desenvolvimento de capacidades, tanto físicas quanto intelectuais e morais. E, de uma maneira geral, vem sendo assegurada, como de responsabilidade dos pais” (GUZZO, 1990, p. 134).

É inegável a influência e participação desta instituição no desenvolvimento da criança desde o seu nascimento, portanto, torna-se responsável pela construção da personalidade da mesma. No entanto, esta educação ocorre de modo informal e assistemático em seu processo ensino-aprendizagem. Diante de tantas incumbências, a família é o meio fundamental e precioso na vida de qualquer ser humano.

Já a instituição escolar surge na vida do sujeito com conhecimentos organizados e sistematizados para fornecer continuidade nesse processo educativo, o que permite apontar uma educação formal. Em suas diversas incumbências, a instituição escolar apresenta como uma de suas finalidades principais a orientação de diretrizes capazes de desenvolver o educando enquanto indivíduo apto ao exercício da cidadania, rumo à autonomia e ao pensamento crítico, sendo, portanto, um ser capaz de transformar sua realidade.

Ao entrar em contato com a educação formal, a criança irá ampliar sua rede de contato social, bem como a percepção de mundo e desenvolver suas potencialidades intelectuais, morais e lapidar seus afetos. Para tanto, a escola tem como desafio descobrir o momento exato da aprendizagem, por meio de estratégias, idéias, atitudes, enfim, relevar em sua ação pedagógica que aprender é uma atividade cognitiva e social, portanto abarca trocas afetivas inter-psiquícas. Logo, o sucesso da prática pedagógica envolve a compreensão da ação de todos os sujeitos envolvidos internamente quanto externamente, ampliando e favorecendo a construção de conhecimento na escola (DOMINGUES, 1998).

Nesse sentido, o processo de aprendizagem e suas interações com o ensino têm sido alvo de inúmeros estudos e avanços das mais variadas áreas em busca de sua compreensão, por meio de contextualizações acerca das relações sociais estabelecidas na comunidade escolar. Uma vez que:

Entendemos como de cabal importância o estudo investigativo em torno das relações [...], especialmente em momentos como este que vivemos, em que circunstâncias totalmente ambíguas se fazem notar enquanto tônica mesmo em situações em que a transparência poderia estar prevalecendo. Estas condições, se não cuidadas, poderão insidir e comprometer a elucidação daquilo que hoje se chama cidadania, assinalada pelo compromisso atrelado ao exercício do fazer social (SCARIN; MARTINS, 2005, p. 229).

É no espaço escolar, portanto, que se podem realizar as fecundas ações do conhecer, instrumentalizar-se, cada vez mais, e quebrar a resistência a difusão do conhecimento. Por isso, o programa Escola para pais, foi realizado no âmbito escolar. Porém, verificou-se que a própria instituição apresenta resistência a mudança, pois quando procuramo-la recebemos respostas frustrantes, como a não autorização do desenvolvimento do projeto, e apenas na quarta tentativa conseguimos um local, para realizar essa pesquisa, tão importante ao fortalecimento da aliança educacional entre família e escola.

Tendo em vista essa aliança e os efeitos benéficos que a mesma produz a aprendizagem dos alunos, Guzzo (1990, p. 135) retrata que a inserção dos pais na vida escolar dos filhos, provoca excelentes resultados na aprendizagem, pois o envolvimento deles nos programas educacionais dos filhos, tem sido considerado uma variável relevante e facilitadora do desenvolvimento infantil. Cientistas do comportamento humano revelam que este envolvimento, “produziu melhorias acadêmicas das crianças, melhorou a qualidade das relações inter-pessoais entre pais e filhos e aumentou a eficiência dos programas educacionais”, resultando na melhoria da coesão familiar e enriquecimento de suas relações (GUZZO, 1990, p. 135).

Diante desse exposto, fomos a campo verificar a eficácia e o funcionamento da aliança entre família e escola (GENTILE, 2006), tendo como recurso imprescindível a observação, pois foi o elemento que permitiu comprovar se as ações relatadas nos documentos legais da escola são realizadas ou não. Foi observado o comportamento dos alunos, dos professores, da direção e por fim dos pais e da comunidade. Sintetizando, abordamos apenas as necessidades condizentes a este estudo, já que nosso enfoque foram as relações. O evento efetivo que a escola utiliza para promover tal aliança é a reunião de pais, durante nossa observação constatamos que os alunos manifestam nitidamente em seus comportamentos de indisciplina a insatisfação da divisão das salas em classificação: A, B e C. E muitos professores apontam a dificuldade em lidar com a sala C. Por conseguinte, os pais, cujos filhos estão nesta turma, também recebem informações desagradáveis, a respeito do comportamento indisciplinado e inadequado deles.

Percebemos que as dificuldades dos alunos estão reveladas pelas formas de relacionamentos observadas, tanto na expressão verbal e não verbal quanto em atitudes específicas para com os professores, bem como com a direção. Estas dificuldades de relacionamento também são expostas pelos seus pais perante o mesmo público (professores e a direção), pois quando procurados, nas reuniões de pais, para resolverem as questões do comportamento indisciplinar dos filhos se mobilizam e não resolvem: choram, expressam sensibilidade negativa, se irritam, se culpabilizam, ou ao professor ou à direção.

Fica nítida a dificuldade e a incapacidade que tanto a escola quanto a família possuem para resolverem este tipo de problema de relacionamento. É devido a esta dificuldade e incapacidade que surgiu uma solução: o desenvolvimento do programa de estudos Escola para pais, visando reconhecer as dificuldades dos alunos, em termos de seus relacionamentos com os professores, colegas e autoridade, bem como reconhecer as dificuldades entre os professores com os seus alunos e com os pais destes alunos. Logo, reconhecer estas dificuldades foi o primeiro objetivo traçado pelo estudo para, assim, proporcionar um meio de reflexão acerca das questões nevrálgicas em termos do relacionamento na escola, a partir dos conhecimentos fornecidos pela Psicologia do Desenvolvimento. E, como resultado, integrar os pais no âmbito escolar dos filhos, buscando melhores condições de relacionamento a partir de encontros semanais com os mesmos.

Inicialmente, a idéia da pesquisa para elevar a qualidade dos relacionamentos entre: alunos, professores e pais, foi proporcionar este meio de reflexões a tal tripé, porém, a direção da escola permitiu apenas o trabalho com os pais, alegando indisponibilidade de tempo. Por isso, o público-alvo do programa de estudos foram os pais. O desenvolvimento do programa totalizou cinco encontros sistematizados, constando uma hora e vinte minutos cada um.

Para tanto, os pais foram convidados por meio da reunião pedagógica promovida na escola e receberam orientações sobre o programa Escola para pais e os voluntários se inscreveram em tal programa. No total, foi possível conversar e explicar o curso apenas para 23 pais, entre homens e mulheres, de cento e quarenta presentes, o que equivale a 16% apenas dos pais. Contatamos esses pais por telefone para informar a data, o horário e local do programa de estudos. Dos 23 pais, 19 confirmaram presença. Apenas uma mãe apareceu na reunião, uma mãe e um pai da comunidade, três alunas do ensino médio e um estagiário, totalizando 7 participantes. Diante dessa situação, cabe repensar no modo em que os pais foram abordados, o qual não foi eficaz neste projeto. Acreditamos que a melhor procedência seja a promoção de visitas em suas residências para enfatizar a importância do projeto.

Planejamos quatro encontros, que ocorreram uma vez na semana, já que a instituição escolar forneceu apenas um mês de intervenção, porém não foram suficientes, totalizando cinco. Os resultados foram surpreendentes, visto que os participantes liberaram suas emoções (processo de catarse) em todos os encontros.

As aulas foram dinâmicas, criativas e teatrais. Os pais, por meio do método (auto)biográfico conseguiram reescrever suas histórias enquanto filhos e escreverem suas histórias enquanto pais. Em cada encontro foi abordada uma temática específica: o desenvolvimento do pré-natal, o nascimento e a estruturação da psique, o desenvolvimento até os cinco anos e dos seis anos em diante. Os pais levaram suas dúvidas e questionamentos sobre a educação dos seus filhos e trouxeram o sentimento de culpa, uma vez que educam sem conhecer as necessidades e dificuldades reais dos filhos, o que acaba prejudicando em suas condutas enquanto educadores informais.

Um ponto importante que cabe ressaltar é a aliança entre família-escola. Verifica-se que muitas escolas atualmente, ainda apresentam uma postura remota de funcionamento, pois conforme Nogueira (1998) apresenta em seus estudos, antigamente, as relações entre família e escola eram muito reduzidas, pois os pais não freqüentavam a instituição escolar dos filhos com tanta freqüência, devido à falta de abertura em relação à escola. Com o tempo, esta relação foi se fortalecendo e tornando-se cada vez mais intensa, visto que a escola apresentava-se como espaço restrito à entrada da família e vice-versa, tanto o âmbito escolar, quanto familiar eram fechados cada um para si. No entanto, este cenário mudou, pois hoje em dia, pais e educadores realizam trocas, ou seja, há uma relação aberta entre ambos os grupos. Assim sendo, será que existe essa abertura em todas as escolas brasileiras? Cabe repensar e analisar quais instituições realmente estão dispostas a mudança.

Outro ponto importante, conforme Guzzo (1990) aponta em sua pesquisa, é que o sistema educacional apresenta algumas carências que são responsáveis pela falência de programas de interação entre família e escola, dentre as insuficiências apontadas pelo sistema é visível a falta de técnicos especializados para promover a integração família-escola de maneira que facilite o desenvolvimento geral dos alunos; a heterogenia de valores, e níveis sócio-econômico e cultural de pais e professores, aborta a existência de qualquer iniciativa neste sentido.

Pois bem, em um dos encontros realizados todos os materiais estavam organizados e chegamos à escola, mas a mesma estava fechada. Não fomos avisados que a instituição não iria funcionar, então ficamos na frente da mesma até os participantes chegarem para informá-los que o encontro iria ser adiado. Eles compreenderam e o pai decepcionado apontou “nossa, eles não estão nem aí para vocês, isso é triste”. Diante desse contexto, podemos compreender o quanto a escola ainda está despreparada para promover a aliança educacional com a instituição familiar. E também, o quanto os pais não participam da vida escolar dos filhos, pois estava presente uma mãe que não sabia que sua filha não teve aula.

Dessa forma, Andrade e Ribeiro (2004) esclarecem que os métodos escolares são insuficientes a realidade brasileira. A escolarização bem sucedida depende do apoio da família, atitudes e intervenções práticas voltadas a sistemática da interação família-escola, por isso os pais devem conhecer a gestão e o currículo escolar. Em outras palavras, Gentile (2006) esclarece que para o sucesso da parceria escola e família, alguns cuidados devem ser tomados tanto em relação à escola como em relação à família, portanto, a família deve conhecer a proposta pedagógica da escola, a escola por sua vez, deve explicar os conteúdos a serem ensinados e informar sobre os projetos didáticos, questionando a contribuição da influencia de cada família na escola. Durante sua rotina, tal instituição deve convidar os pais para organizar eventos, palestras, debates e informá-los a respeito das mudanças na escola.

Contudo, ao final do programa “Escola para pais”, verificamos que todos os participantes conseguiram identificar e valorizar o programa de estudos e solicitaram a continuação do mesmo, porém a instituição não forneceu subsídios necessários, devido à falta de participação dos pais no espaço escolar dos filhos. Por isso, não continuamos com o projeto, porém os participantes esclareceram que se este projeto vir a ser desenvolvido novamente, participarão assiduamente.

O método (auto)biográfico, relatado por Buccini (2007) foi responsável por nortear este estudo e permitiu explorar os aspectos subjetivos dos pais, principalmente suas histórias de vida e assim, como resultado, reconheceram algumas dificuldades que tinham, o que proporcionou reconhecer a dificuldade no relacionamento com os filhos, o qual era um dos objetivos do estudo (reconhecer a dificuldade dos alunos com seus pais).

O trabalho realizado por Lima e outros autores (2001) comprovam a eficácia do programa “Escola de pais”, já que relatam resultados excelentes em suas pesquisas. Já o curso “Escola para pais” também possui resultados extraordinários, pois os objetivos alcançados mostraram que é possível cumprir o principal objetivo deste trabalho, visto que reconheceu as dificuldades no espaço escolar, proporcionar um meio de reflexão às questões nevrálgicas em termos de relacionamento da escola e integrar os pais no âmbito escolar dos filhos. Em vista disso, a Escola para pais é um programa que alcançou os resultados almejados, porém nem sempre é possível aplicar todo o conteúdo planejado na prática. Como vimos, o plano de ensino não foi desenvolvido fielmente na prática. E a escola não fez adesão ao projeto, pois apenas forneceu o espaço para o desenvolvimento do mesmo e manifestou dificuldades em fornecer subsídios nesta interação dos pais em seu âmbito.

Vislumbramos assim os resultados encontrados com este projeto e verificamos modificações do comportamento de conduta dos pais, os quais deixaram explícitos em todos os encontros, principalmente quando uma mãe relatou “gostaria de ter participado de um programa destes, antes de ter o meu primeiro filho” e um pai sublinhou “Escola para pais me fez fazer uma viagem ao passado e olhar diferente para os meus filhos”.

A escola para pais veio para calçar o gap que estava em falta na dinâmica escolar, quanto do ponto de vista afetivo, moral e intelectual, e deu certo, pois os participantes manifestaram a importância de estarem num processo de reciclagem, já que sempre estamos reorganizando e reaprendendo novas formas de ver o mundo, isto significa que enfatizaram a pretensão na mudança de suas condutas, enquanto pais. Concluímos que “quem acredita, sempre alcança”, já que toda mudança quando almejada, planejada e estruturada é capaz de fazer acontecer, provocar e elucidar soluções irradiantes, mesmo que seja em uma pequena população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Contemplados com o estudo realizado, pode-se compreender que a Escola para pais se faz necessária tanto durante a educação formal, quanto informal da criança, tendo em vista que este tipo de estudo permite que os pais sejam capazes de lidar melhor com seus filhos, compreendendo suas necessidades e dificuldades básicas em cada faixa etária. Assim, o curso direcionou-os a um olhar amplo perante ao ato de educar. E os professores podem contribuir com a apreciação da interação com o outro, estimulando efetiva troca de subjetividade, deixando de lado uma educação centrada na figura do professor.

Após o estudo da organização familiar, Guzzo (1990) nos remete a uma reflexão sobre a compreensão de que, cada vez mais, tal instituição tem dividido a tarefa de educar à escola e esta, por sua vez, muitas vezes, não está conseguindo assumir tal responsabilidade sozinha. Fato constatado por Áries (1975) quando descreve que a família medieval já apresentava este comportamento, e que muitas famílias defendiam a idéia de que a educação era mais eficaz quando ministrada em casa.

Rizzini (2002) apontou alguns fatores que levariam as famílias a delegarem suas responsabilidades de educar à escola, entre estes se pode citar: complexas mudanças nos quadros sociais, políticos, econômicos e culturais, sendo estas: famílias freqüentemente chefiadas por mulheres, necessitando de inúmeros arranjos para a criação de seus filhos, pois, neste quadro, pinta-se a entrada cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, que, geralmente, são muito distantes de suas casas, levando as crianças permanecerem mais tempo, sem a presença dos pais. Outro ponto a destacar é: além de a família urbana ser menor, e caracterizada pela alta mobilidade, ela nem sempre tem com quem contar para mediar seus conflitos, e para compartilhar a criação dos filhos.

Desse modo, apontam-se algumas alternativas para o apoio à família, calcado na potencialização de seus papéis, fortalecendo elos familiares e as possíveis redes sociais de apoio, que possam contribuir para a formação, criação e educação de seus filhos.

É neste cenário que ainda encontramos uma instituição escolar com dificuldades em estabelecer vínculos com a família e acreditar que este vínculo possa vir a acontecer na prática, já que permitiram o desenvolvimento do projeto Escola para pais, mas não emitiram subsídios necessários para a eficácia do mesmo.

O entrelaçamento dos fatos retrata que foi possível emitir as informações sobre o desenvolvimento infantil, e provocar a reflexão, o reconhecimento e a interação, num único objetivo: conhecendo melhor a si mesmo, somos capazes de conhecer melhor o mundo e desta forma, proporcionar aos nossos filhos uma educação com mais qualidade, por intermédio do método (auto)biográfico.

Concluímos que, mesmo diante das diversas problemáticas, a Escola para pais aparece como recuso indispensável na integração entre a escola e a família, repaginando esta interação, pois os pais tendo orientações sobre o desenvolvimento do filho, conseguiram compreender suas necessidades e dificuldades em cada etapa, possibilitando a construção de uma identidade saudável e completa ao mesmo.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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Priscila Benitez - Psicóloga, Pedagoga, Pianista, Pós-graduanda em Intervenção familiar: terapia e orientação sistêmica, pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, autora dos artigos: “Desenvolvendo o hábito da leitura nos anos iniciais da educação formal”, publicado pela UFTM (Uberlândia) e “Vencendo as armadilhas da educação matemática por meio da abordagem etnomatemática”, publicado pela UNICAMP (Campinas). Resumos publicados e comunicações apresentadas: “Como trabalhar com crianças desinteressadas em sala de aula”, resumo publicado pela UFU (Uberaba) e “O tripé da psicanálise: Sócrates, Platão e Aristóteles”, resumo publicado pela UFSCAR (São Carlos). Atualmente é tutora do curso de Pedagogia da UNICOC – São José do Rio Preto; psicóloga clínica, coordenadora do Projeto “Escola para pais” e professora dos grupos de estudos do Instituto da Vida: 1. Psicologia aplicada em concurso, 2. Terapia cognitivo comportamental, 3. Terapia familiar e de casal, 4. Psicologia organizacional e supervisora clínica no Instituto da Vida; palestrante eventual da Prefeitura Municipal de José Bonifácio para professores de educação infantil.