Balanceamento Muscular®/ Kinesiology
Por que a Fonoaudiologia ainda está de fora?

Autora: Ignez Lopes de Carvalho, SK

Transtorno Invasivo, Dislexia, Distúrbio de Aprendizagem, da Cognição, Linguagem, Humor, do Comportamento, Instabilidade Emocional...

Há anos definimos nomes que possam relacionar o quanto ou quais as condições estão afetadas. Desenvolvemos exercícios, tentamos drogas, lidamos com frustrações; nossas, da família e dos próprios pacientes. Se melhoras obtemos, e alguns dos afetados chegam a alcançar sucesso, a despeito de seus problemas, o que temos conseguido, tem sido com muito esforço e sofrimento.

A questão: não vínhamos realmente lidado com a integração e organização específica do sistema nervoso central, mas somente com as manifestações deste, seja lidando com os distúrbios ditos “mais simples”, ou quando lidamos com os considerados “mais complexos” como os chamados Transtornos Invasivos.

Em 1964, Califórnia, USA, Dr. George Goodheart, descobre que através de uma modificação da aplicação do teste muscular desenvolvido pelos Kendall’s, podia diagnosticar os desequilíbrios físicos, químicos e emocionais. O TESTE MUSCULAR, como feito na Kinesiology, avalia o tônus e não a força muscular, o que nos dá um feed-back diretamente do Sistema Nervoso, e a possibilidade de identificar com mais precisão, a melhor correção para cada condição individual, pois a resposta é dada pelo próprio corpo. Essa é a modalidade básica para exame e tratamento através do Balanceamento Muscular.

À utilização dos pontos reflexos; neurolinfáticos-Chapman/1930, neurovasculares-Bennet/ 1930, pontos de acupuntura, vieram se somando as técnicas de correção. A descoberta da interligação dos músculos com órgãos e meridianos de acupuntura, e a correlação de emoções específicas com cada músculo/ órgão/ sistema, ampliou muito a qualidade dos resultados obtidos, num trabalho diferenciado, baseado num novo paradigma, que o Dr. George Goodheart nomeia como Applied Kinesiology.

Com o objetivo de estender esses recursos para que as pessoas pudessem se manter em melhores condições de saúde, organizam cursos abertos as pessoas ditas leigas, embasada no aprendizado do teste muscular preciso e correção por pontos reflexos. Surge o Instituto “Touch for Health”, que empresta seu nome por algum tempo à técnica quando utilizada por profissionais não médicos. Profissionais da reabilitaçao utilizam o TESTE MUSCULAR como recurso diagnóstico, criam-se novos institutos, e hoje, somado a inúmeras técnicas de correção, não há mais divisão, a denominação para qualquer profissional que utilize a nova técnica, é Specialized Kinesiologist.

A Specialized Kinesiology, trata o indivíduo, como um ser único, que traz manifestações de desordens físicas, químicas, emocionais e comportamentais, alcando o indivíduo integralmente, lidando com as causas da desordem. Uma manifestação, indica que há um ser em desordem; músculos, órgãos, pele, sistema nervoso, emoções, interagindo em um ambiente, ou como denominamos em nosso Instituto “desbalanceada”.

Dr. Carl Ferreri, (NY) descobre que, a despeito de todas as novas conquistas e resultados, muitas vezes é necessário se reestabelecer a estrutura neural original, e surge a N.O.T. - Neural Organization Téchnique, que se integra como mais um recursos de grande volor para a Specialized Kinesiology. Testes musculares ainda mais específicos e localizações de terapia da NOT, demonstraram que os processos e distúrbios de ordem percepto/ cognitivo/ motor, compreensiva ou expressiva, e manifestações adjacentes, seja espacial, temporal, de equilíbrio, atenção, humor, comportamento, etc., repousam ou estão associados a desorganização dos músculos e ossos craniais, por reação reflexa do sistema de defesa dural, parte do sistema reflexo primário de sobrevivência de luta e fuga, que tem sua estrutura neural reflexa partindo dos músculos mastigatórios.

Essas desordens podem surgir à partir de acidentes, com ou sem traumatismo aparente, incluindo os de parto, químicos (medicação, vacina, inseticida), ou um stress emocional grande (que faz o sistema reagir como se estivesse em situação de ameaça).

Após 20 anos de pesquisas, comprovações e correções efetivas para recuperação da maioria dos casos com os quais lidamos, evidências já estão estabelecidas, encontrando-se uma associação de determinados desequilíbrios cranio-neurais específicos a determinadas sindromes. Exemplos:

- A dislexia tem sempre associada um descenso do osso esfenóide do lado esquerdo, logicamente ascenso do lado direito. A despeito de todas as desorganizações que vão acontecendo à medida que aumenta o processo de defesa dural, a dislexia só se estabelece quando o esfenóide inclina e se fixa nesta posição.

- Os transtornos ditos de ordem invasiva, um descenso parietal bi-lateral.

- Desordens de expressão verbal - atresia de palato.

-As desordens de cintura pélvica, repousam sua real causa no que o NOT denomina de cintura pélvica cranial, estruturas de ATM e basoesfenóide.

- A desorganização do sistema reflexo de postura e marcha e endireitamento de cabeça (GAIT) está sempre presente em qualquer destes casos, etc. As alterações craniais se instalam por

As alterações craniais se instalam por conseqüências de ordem muscular e as manifestações são por ordem de compressão encefálica, de ATM e basoesfenóide.

- A desorganização do sistema reflexo de postura e marcha e endireitamento de cabeça (GAIT) está sempre presente em qualquer destes casos, etc.

- As alterações craniais se instalam por conseqüências de ordem muscular e as manifestações são por ordem de compressão encefálica.

AONDE ESTAMOS? PARA ONDE VAMOS?

No programa “Fantástico” da rede Globo de televisão, de 31/01/99, em uma reportagem sobre violência nos jovens pergunta; O que faz com que jovens da classe média apelem para resolver casos banais com violência? O N.O.T. responderia: Descenso direito de esfenóide - eles não podem processar suas próprias emoções, eles não conseguem processar as informações emocionais. Muitas dessas pessoas são chamadas “sugar frecks”, (desespera dos por açúcar), uma espécie de reação alérgica que provoca o descenso de esfenóide e parietal.

E MAIS. . .

Por mais que hoje nos esteja faltando novos conhecimento, sempre que um fonoaudiólogo é incorporado à uma equipe de reabilitação, é visível a mudança no percurso do paciente. Está claro hoje, que toda e qualquer recuperação, precisa partir da área na qual a fonoaudiologia trabalha, e que sem dúvida, não só precisamos ter alcance à esse trabalho, como nossa responsabilidade à partir deste enfoque aumenta muitíssimo.

Estas novas descobertas nos deixam responsabilidades em relação a um número de casos muito maior do que jamais pudemos imaginar. Um exemplo dos mais interessantes, é o da incontinência urinária: grande parte delas são causadas por relaxamento do soalho pélvico; mesmo as ditas em processo de menopausa, com “gotejamento” sob pressão intra-abdominal (tosse, espirro), hipotonia muscular infra-abdominal ditas por baixa de estrogênio. Em verdade, em muitos casos, esta síndrome repousa originariamente em atresia de maxilar e palato, resultante do reflexo de defesa dural, e desorganização do sistema de GAIT, pós traumatismos craniais, cabeçadas, chicotadas de pescoço ou stress. Tenho me deparado, eu, fonoaudióloga, com mulheres incontinentes, conscia de que agora, incontinência urinária de ordem mecânica, passa a ser também da minha responsabilidade de trabalho.

Da formação

As técnicas, cursos, institutos e profissionais, são avaliados, regulamentados e aprovados pelo IASK-International Association of Specialized Kinesiologists, que tem por base o conhecimento, domínio e qualidade da aplicação do teste muscular, e a equalização e inter-relação dos Institutos.

No Brasil, o Instituto Brasileiro do Balancemento Muscular®, maior Instituto da américa Latina a ensinar a Kinesiology, oferece cursos do próprio instituto, reconhecidos pelo IASK como Balanceamento Muscular® / Kinesiology e também técnicas desenvolvidas por outros institutos, como Biokinesiology, Neural Organization Techquinic, etc. de forma que hoje praticamente toda a formação pode ser feita sem que seja mais necessário que se saia do Brasil. O IBBM ainda traz pesquisadores do exterior, de forma a nos mantemos equalizados com o que se está fazendo de mais moderno no mundo.

Ao participar de qualquer curso da área da Specialized Kinesiology, ou ao lidar com um profissional, verifique os registros devidos e exija os certificados. Deverão ser sempre originais de cada Instituto coordenador da técnica, e aprovado pelo IASK.

Profissionais da áreas de saúde e reabilitação, pedagogos, já utilizam o Balanceamento Muscular e demais técnicas da Specialized Kinesiology, oferecendo a seus pacientes uma recuperação da saúde, bem-estar e consequentemente da auto-estima, mais rápida e objetiva. Por que o fonoaudiólogo ainda se mantém fora?

Pessoas ditas leigas, fazem os cursos básicos passando a se manter em melhores condições de saúde física e emocional, e muitos acabam por abraçar o trabalho fazendo a formação técnica, e têm conseguido resultados rápidos com as pessoas que atendem. Tenho visto crianças com distúrbios de aprendizagem abandonarem seus fonoaudiólogos por esses técnicos e alcançarem resultados melhores e mais rápido que jamais haviam alcançado, a despeito de vários anos de terapia fonoaudiológica. Por que nós fonoaudiólogos não estamos tendo acesso a esta atualização?